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A
ESTATUA DO SONHO DE NABUCODONOZOR VISTA DE UM PONTO DE
VISTA HISTÓRICO, SEM MISTIFICAÇÕES
NÃO
HÁ COMO SALVAR A TEORIA DE QUE EM PROFECIA UM DIA VALE
UM ANO - NÃO HÁ BASE BÍBLICA PARA ISSO.
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IDIOMAS NA BÍBLIA -
Novo testamento
complementação do
tema
IDIOMAS
NA BÍBLIA -Velho testamento
IDIOMAS
NO NOVO TESTAMENTO
Afinal, o novo testamento foi ou não escrito em
hebraico?
Se nos prendermos ao texto do novo testamento ficara
claro que o mesmo não foi escrito em hebraico.
Como primeira razão vale a pena lembrar que os
textos do novo testamento foram escritos principalmente
para não judeus, e o hebraico já era uma língua morta
nos tempos de Jesus e depois da destruição do estado
Judeu esse idioma ficou mais esquecido ainda.
O evangelho de Marcos teria sido escrito pelo jovem
João Marcos, o qual acompanhara o Apostolo Pedro;
Marcos era filho de pai grego, uma razão a mais para não
conhecer profundamente o hebraico.
O evangelho de Lucas também é escrito por um não
Judeu, e é dedicado a alguém chamado Teófilo,
evidentemente grego.
O evangelho de João preocupa-se em traduzir
para o hebraico varias palavras e nomes por exemplo:-
João 5:2
João 19:13
João 19:17
Apocalipse 9:11
Apocalipse 16:16
Pergunto:- Porque João se preocuparia em traduzir
para o hebraico se ele já estava escrevendo em
hebraico?
Um fato que merece nota está em Atos 2:- Lá há uma
grande relação de idiomas, e tinha razão para ser
assim, as pessoas que visitavam Jerusalém na festa do
Pentecostes eram judeus vindos de todos os lugares onde
havia Judeus da diáspora, se todos falassem o hebraico,
como pretendem alguns, bastaria que se falasse hebraico
e todos entenderiam, mas o fato é que o hebraico nem
mesmo é citado no referido texto.
A partir dai todo o livro dos atos dos apóstolos está
preocupado em trazer informações que seriam úteis aos
gentios, o texto é muito claro em que não é dirigido
aos Judeus, mas aos Gentios e particularmente a um grego
chamado Teófilo.
As cartas de São Paulo, com uma única exceção são
escritas a Igrejas da "Grécia" (região de
influência grega e a cidades gregas).
Para as cartas de João valem as mesmas observações.
No caso do apostolo Pedro, é sabido que quem
escrevia para ele era João Marcos.
Restam as exceções aos itens acima:-
A Carta aos Hebreus, cujo autor até hoje não está
bem definido e que se fosse escrita ao povo
"Hebreu" não seria escrita em hebraico pois
essa língua só era conhecida por escribas rabinos e
estudiosos; se fosse escrita para o povo seria em
aramaico.
As cartas de Tiago e Judas, cidadãos Judeus, seriam
escritas em aramaico ou se fossem universais como
pretendem muitos, seria escrita em grego e nunca em
hebraico ou mesmo aramaico.
A carta aos Romanos, pelo próprio nome não seria
escrita em hebraico, até porque o preconceito contra os
judeus sempre foi muito forte em Roma.
Bem, ai estão algumas posições retiradas do texto
bíblico e dos fatos históricos, evidentemente estou
pronto a reformular minhas posições se me demonstrarem
que estou errado, e agradeço qualquer colaboração.
IDIOMAS NA BÍBLIA -
Novo testamento
complementação do
tema
IDIOMAS
NA BÍBLIA -Velho testamento
Quando falamos de idiomas na bíblia - velho
testamento chegamos até o período do cativeiro babilônico
e demos umas pinceladas no período Persa e Grego (macedônico).
É interessante notar que já no livro sobre o
vidente Daniel aparecem textos escritos em
aramaico.
O aramaico firma-se fortemente como o idioma falado
pelos habitantes das terras entre o Rio Jordão e o Mar
Mediterrâneo, fossem esses habitantes Judeus ou não.
Quando chegamos a época do Messias Jesus os romanos
é que dominavam a região, o povo falava aramaico, a
maioria do povo mais culto falava também o grego, convém
não esquecer que os gregos dominaram a região por mais
de 250 anos.
Vamos procurar no texto bíblico as referência que
consubstanciam essa afirmação:-
Atos 21:27 a 40.
Nesse texto vemos que Paulo estava junto ao povo
conversando, logo ele estava falando em uma língua que
o povo entendia. Instalada a confusão, provocada por
alguns adversários, Paulo é preso e fala com o militar
que o prendeu em GREGO, (note-se que o militar era
romano). Em seguida Paulo novamente se dirige ao povo,
faz um sinal ao povo e obtém relativo silêncio,
e em seguida passa a falar em hebraico (RA), e quando
fala em hebraico se fez maior silêncio ainda.
O que temos então nesse episódio com relação a
idiomas:-
1- Paulo falava ao povo num idioma que o povo
conhecia, Aramaico.
2- Paulo fala ao militar em GREGO.
3- Paulo volta a falar, agora em forma de discurso ao
povo e em hebraico (RA)
4- O militar era Romano, e isso implica que ele
conhecia o Latim.
Quando Paulo usa o hebraico se faz um silêncio
reverencial, pois agora ele estava falando a multidão
num idioma sagrado para o povo.
O que se nota nesse episódio com relação a idiomas
é que o hebraico era um idioma reverencial.
Algumas versões bíblicas referem que Paulo estaria
discursando em aramaico, o que deixaria o texto
inconsistente pois antes disso ele já estivera falando
ao povo e o seu falar não causara nenhuma reverência.
Mais tarde, em razão das sucessivas revoltas
Judaicas, os romanos destroem totalmente o templo levam
todos os judeus para serem vendidos como escravos e proíbem
a entrada de judeus na região; os judeus da diáspora
desenvolveram outros idiomas e mantiveram o hebraico
como idioma religioso com uso somente para os textos
sagrados.
Exemplificando, os Judeus da Europa central e da Rússia
desenvolveram o Idiche muito assemelhado ao alemão e
que é falado ainda hoje por muitas comunidades judaicas
mesmo em Israel.
Os judeus da Espanha e quase todos os Sefaradi
desenvolveram O Judio Espanhol (Ladino) que como o próprio
nome já indica é um idioma com forte influência do
espanhol; também há até hoje comunidades que falam
esse idioma.
O hebraico como idioma falado pelo povo desapareceu e
só é ressuscitado no final do século XIX e início
do século XX pelo movimento Sionista como idioma que
facilitaria a criação do Estado de Israel.
A pergunta que fica com relação ao novo testamento
é:- Há como demonstrar que o idioma usado para
escrever o novo testamento não foi o hebraico
usando somente a bíblia?
E o que farei no próximo comentário.
continua em Idiomas
no Novo testamento
IDIOMAS NA BÍBLIA -
Velho Testamento
Sempre houve, em assuntos religiosos, os malucos de
plantão a inventar novidades para iludir os incautos; há
também os não tão malucos a inventar doutrinas e
rituais para poder dominar os de pouco conhecimento e de
mentes preguiçosas.
Ultimamente virou moda fingir-se de judeu, usando um
kipa e até um talit e sair por ai dizendo-se judeu.
Há até uma seita religiosa que diz que se propõe a
converter Judeus ao cristianismo, e que na realidade está
a procura de cristãos mais frágeis para compor o seu
quadro e também brincar de ser judeu.
Tais grupos tem inventado coisas incríveis, há até
os que dizem que o novo testamento foi escrito em
hebraico, e para isso já providenciaram até uma versão
do N.T. em hebraico, para poder dizer, daqui a alguns
anos, que tal versão tem já dois milênios de existência.
Pobres infelizes, não percebem sequer que entre o
hebraico moderno e o antigo há um abismo de diferenças
e que qualquer historiador ao ler verá que tal
mistificação é coisa do século XX
Há até aqueles que afirmam que o Eterno falava com
Adão em hebraico, como se o Onipotente tivesse a
necessidade de um idioma para se fazer entender as suas
criaturas.
Vamos pesquisar um pouquinho da bíblia para ver se
ela nos traz alguma luz a respeito do assunto:-
É fato inconteste que a história do povo hebreu se
inicia com Abraão, mas de onde vinha esse Abraão?
A bíblia nos esclarece, de forma insofismável, que
Abraão era originário da cidade de UR na caldeia; era
de uma família abastada e muito religiosa que conhecia
o Único Deus verdadeiro.
Evidentemente Abraão e sua tribo falavam o idioma
caldeu ou uma variante desse idioma.
Quando Abraão se instala entre o Rio Jordão e o mar
Mediterrâneo, ele dá origem a um pequeno povo
que passa a ser conhecido como os Hebreus ou
segundo alguns estudiosos os Habirú; se nos
lembrarmos que a escrita da época não tinha vogais
ficará bem fácil ver que Abraão. hebreus e habiru vem
da mesma raiz, qual seja o nome de Abraão.
Na realidade o que existia era a tribo de Abraão, a
qual falava num idioma que passou a ser chamado de
hebreu; antes de Abraão não existia hebreu, nem povo
nem idioma.
Anos mais tarde essa tribo cresce e dá origem a
tribo de Jacó, também conhecido como Israel, e o povo
passa a ser conhecido também como israelita - povo de
Israel - mas o Idioma continua a ser o hebreu.
Nessas condições, Israel e sua tribo descem para o
Egito e lá tornam-se escravos; o entendimento
mais comum é que entre Abraão e a saída dos
israelitas com Moises há um período de 400 anos.
A arte da leitura e da escrita sempre foi muito
limitada, até o inicio da era cristã poucos eram os
que praticavam essa arte, e essas pessoas eram muito bem
conceituadas e entre o povo Judeu eram conhecidos como
escribas.
Evidentemente, um idioma que só era falado,
e, na sua forma escrita não fixava as vogais
transformou-se fortemente durante a estadia no Egito.
O povo israelita sai do Egito e se instala na terra
de "Canaan" vive como tribos e guerreiam
entre si mais do que 400 anos até a construção do
Templo por Salomão, templo esse que iria dar um sentido
maior de coesão ao povo.
Passados poucos anos o povo israelita se separa e se
formam dois estados, um Israelita e outro Judeu; o
povo israelita é dominado e destruído pelos assírios,
a tal ponto que toda a população foi removida e
para preencher aquele espaço o rei Senaqueribe, da Assíria
trouxe povos de outras regiões.
Anos depois o povo Judeu também é levado cativo por
Nabucodonozor, rei da Babilônia, o templo é destruído
e o povo perde sua identidade.
Da leitura bíblica fica claro que uma pequena parte
do povo de Israel e principalmente Judeu continuou a
respeitar a sua religião, e isso foi o elo que os uniu
durante o tempo de cativeiro e da diaspora.
O idioma Hebreu deixou de ser usado e tornou-se uma língua
morta a qual só era eventualmente usada durante o serviço
religioso das sinagogas assim como o latim nos dias de
hoje.
Terminado o cativeiro babilônico, 70 anos, parte dos
cativos voltam para suas terras e empenham-se em
reconstruir o Templo e reconstruir a cidade de Jerusalém.
Nesse tempo a região era habitada por uma mistura de
povos - os livros de Esdras e Neemias relatam bem esses
fatos.
Muito embora os judeus tivessem alguma autonomia,
eles continuaram sob o domínio dos Persas e
posteriormente dos Macedônios (também chamados
Gregos), essa história do período grego está bem
mostrada nos livros dos macabeus.
Alguns anos depois do domínio da cultura grega
chegam os romanos no final do reinado de Augusto Cezar
temos o início da era Cristã.
Pensemos um pouco juntos:-
Domínio Babilônico -597 a -527 = 70 anos.
Domínio Persa
-527 a - 336 aproximadamente 190 anos.
Domínio Grego
- 336 a -64 aproximadamente 272 anos.
mais detalhes em:-
reisdoexilio.htm
É possível questionar que em alguns desses
períodos houve uma maior autonomia, mas autonomia não
é independência.
Nos 70 anos de domínio babilônico a influência foi
tão grande que mudou-se até a contagem do tempo e o mês
de Nissan que era o primeiro mês passa a ser o sétimo
mês, e note-se que esse é um mês da maior relevância
na contagem do ano Judaico.
Imagine-se agora a influência de 190 anos persas e
270 anos gregos.
Outro fato relevante é a Septuaginta, que é uma
tradução dos livros judaicos do hebraico para o grego,
feita no III século antes de Cristo, tal versão se fez
necessária pois os Judeus da diáspora não falavam
mais o hebraico nem o entendiam e essa tradução para o
grego visava atender as necessidades dessas comunidades.
Continua em idiomas no novo testamento.
FERIDA MORTAL!
Afinal, o que foi ou será a tal ferida
mortal que atingiu ou atingirá uma das cabeças da
besta apocalíptica?
Alguns comentaristas afirmam que a besta
é o papado e que a tal ferida foi a perda do poder
temporal, a partir dai fazem uma série de especulações
as quais são passadas aos seguidores como fato real ,
histórico e comprovado.
Ainda que se aceite a afirmação de que
a besta é o papado, ficará muito complicado afirmar
que a ferida seja a perda do poder temporal, pois várias
vezes na história tivemos papas mortos em guerras e
perdendo parte do seu poder temporal.
Mesmo a igreja adventista do sétimo dia
tem posições dúbias a respeito de tal fato, e a maior
dúvida esta no ano que tal fato ocorreu.
A IASD coloca esse fato no passado, e
passa oralmente aos seus fiéis a informação de que
tal fato teria ocorrido em 1798 com a prisão de Pio VI,
faz então uma uma série de afirmações que não
se sustentam nos fatos históricos e nem mesmo em sérios
documentos dessa Igreja.
Tal fato nunca ocorreu, pois se o papa
Pio VI foi realmente preso em 1798, o papado
continuou com os seus poderes temporais por muito tempo
depois disso, logo depois dele tomou posse o papa Pio
VII que manteve todos os seus poderes e tinha a
proteção de Napoleão Bonaparte.
O papado manteve o seu poder secular e
seus territórios pontifícios até 1870 quando foi
finalmente derrubado nas guerras de unificação da Itália.
A própria IASD afirma isso por escrito
no livro "Estudos Bíblicos" da Casa
Publicadora Brasileira, no estudo intitulado
"Um
grande poder perseguidor" Clique para ver
Como o leitor poderá ver, a IASD assume
por escrito a data de 1870, a qual corresponde ao fato
histórico, qual seja, a perda do poder temporal.
Note que são setenta anos de diferença,
esse é um tempo muito grande; para se ter idéia, foi o
tempo do cativeiro dos Judeus na Babilônia; setenta
anos é tempo suficiente para mudar os costumes de um
povo.
O fato mais interessante é que os
pastores e líderes IASD nunca nos apresentam esse fato,
mas se a IASD for questionada ira afirmar que nunca
fixou a data de 1798 e vai nos mostrar esse livro que
claramente diz que foi em 1870..
É isso ai o que ocorre, cuide-se antes
de fazer uma afirmação dizendo que a IASD afirma
categoricamente a data de 1798, pois num momento de
aperto qualquer líder poderá dizer que a IASD não
afirma isso e mostrará esse livro.
SELEUCIDAS E
PTOLOMEUS
OS GREGOS ESQUECIDOS.
Talvez me falte inteligência, talvez
todos os livros e enciclopédias que eu tive as mãos ou
estudei estejam erradas, pois não consigo entender
o fato de que esses livros me falam muito sobre os
Seleucidas, os Antíocos e os Ptolomeus, porém quando
vou procurar estudos bíblicos, como por encanto esses
imensos reinos (verdadeiramente impérios) desaparecem.
Quando procuro estudar com foco no período
- inter testamentário - tudo vira fumaça, já
houve até um pregador que pretendia me convencer que não
existira um período histórico entre os testamentos e
que em seguida ao livro de Malaquias nascera Jesus - o
Messias - e que por isso a contagem do tempo estava
totalmente errada.
Maluquices aparte, o fato é que, no
mundo protestante e evangélico, procura-se ocultar aos
fiéis todo esse período, e ninguém se propõe a
explicar os nomes das cidades citadas por Paulo em
suas viagens missionárias e outras como Ptolemaida,
Seleucia, e pelo menos duas Antioquias as quais são
citadas no novo testamento, há outras mais mas não
vamos nos alongar.
O "Império" Selêucida e o
"Império" dos Ptolomeus durou séculos e
nesse tempo dominaram partes da região ao ocidente do
Rio Jordão, onde está Jerusalém.
No link
http://www.abibliamostra.com/meditacoes/estudo/imperios/imporiente.htm
há um estudo razoável sobre esse assunto e nos mostra
quando foi que Seleuco e Ptolomeu dominaram a Síria e o
Egito e até quando durou esse império.
O império do Egito se manteve
razoavelmente estável, porem o de Seleuco começou
pequeno, depois cresceu e ficou quase igual ao que fora
o império de Alexandre e finalmente encolheu, quando os
romanos chegaram depois de conquistar o Egito, o império
Seleucida se resumia a Síria, Palestina e pouca coisa
mais.
Dois mapas do império dos Seleucidas
clique nos mapas para aumentar; o segundo mapa é
de 90 ac e mostra como o império já havia encolhido.
Quando os Romanos chegaram em 64 ac o
império seleucida era menor ainda., esse império
dominou as terras da palestina por quase 200 anos,
com maior ou menor poder, não há como ignora-lo
- nunca devemos esquecer que o império seleucida era um
império de cultura grega , e assim sendo os gregos dominaram a
palestina até 64 ac quando foram derrotados
definitivamente pelos romanos.
Esse tema tem muita história, vale a
pena pesquisar - faça isso.
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